Juros Habitação – Foi revelado hoje , 19/7/2023, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) que o peso médio dos juros sobre a prestação da casa ultrapassou os 50% em Junho. Essa proporção é alarmante, especialmente quando comparada com o mesmo período do ano anterior, em que os juros representavam apenas 16% do total da prestação.
Aceda ao relatório do INE em : Link INE
A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação foi 3,649% em junho, o valor mais elevado desde abril de 2009, traduzindo uma subida de 25,1 pontos base (p.b.) face a maio (3,398%). Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro subiu de 3,882% em maio para 4,132% em junho, atingindo o valor mais elevado desde maio de 2012. A prestação média fixou-se em 361 euros em junho, mais 9 euros que em maio e mais 100 euros que em junho de 2022, o que traduz um aumento homólogo de 38,3%.
Nos contratos celebrados nos últimos 3 meses, o valor médio da prestação subiu 18 euros face ao mês anterior, para 609 euros em junho (aumento de 48,9% face ao mesmo mês do ano anterior). O capital médio em dívida aumentou 127 euros, para 63 296 euros.
Essa mudança drástica ressalta a importância crítica de compreender todos os custos associados ao crédito habitação antes de tomar qualquer decisão.
Muitas vezes, ao buscar um empréstimo para adquirir uma casa, os compradores concentram-se apenas no valor mensal da prestação, ignorando os detalhes que compõem essa quantia.
É essencial examinar de perto as taxas de juros implícitas, bem como outras despesas relacionadas ao empréstimo, como seguros, comissões, avaliações e taxas administrativas. Ao negligenciar essa análise minuciosa, os mutuários correm o risco de serem surpreendidos por aumentos significativos nos juros ao longo do tempo, como evidenciado pelo cenário atual.
A conscientização sobre os custos totais é vital para evitar futuros apertos financeiros e para garantir que a prestação mensal seja gerenciável e sustentável a longo prazo. Além disso, comparar as ofertas de diferentes instituições financeiras é uma prática recomendada, permitindo que os potenciais compradores encontrem a melhor opção que se adapte às suas necessidades e possibilidades financeiras.
A divulgação desses dados pelo INE é um lembrete oportuno de que a decisão de adquirir uma casa através de crédito habitação exige uma análise criteriosa e consciente. Nesse sentido, os consumidores devem buscar aconselhamento especializado, entender claramente todos os termos e condições do empréstimo e, acima de tudo, garantir que possam arcar com os custos totais do crédito no decorrer do tempo.
Em suma, é imprescindível considerar todos os fatores envolvidos no crédito habitação, especialmente os juros, que agora compõem metade da prestação mensal. Ao tomar decisões informadas e conscientes, os futuros proprietários podem garantir a estabilidade financeira e realizar o sonho de adquirir uma casa sem sacrificar sua saúde financeira.